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25.3.26

“A Aia”, de Eça de Queirós no Auditório Municipal de Albufeira

“A Aia”, de Eça de Queirós no Auditório Municipal de Albufeira 

No passado dia 17 de março, pelas 14h30, todas as turmas do 9.º ano da Escola Básica e Secundária de Albufeira (EBSA) assistiram à representação da obra “A Aia”, de Eça de Queirós, no Auditório Municipal de Albufeira.

A atividade contou com a participação de 169 alunos, proporcionando um momento de contacto direto com uma das narrativas mais marcantes da literatura portuguesa.

O conto apresenta-nos uma história intensa, ambientada num cenário de inspiração medieval, onde uma ama, perante uma ameaça ao herdeiro do reino, toma uma decisão extrema: sacrificar o seu próprio filho para salvar o príncipe.

Mais do que uma simples narrativa, “A Aia” convida à reflexão sobre valores fundamentais como o dever, a lealdade e o sacrifício, colocando questões que permanecem atuais:
 
até onde pode ir o dever?
 
poderá o bem coletivo justificar a perda individual?

Esta iniciativa insere-se no conjunto de atividades de promoção da leitura e de articulação curricular, reforçando a importância do contacto dos alunos com obras literárias estruturantes, através de diferentes linguagens artísticas.

 Uma experiência enriquecedora, que certamente ficará na memória dos nossos alunos.







21.4.23

As Cartas Ridículas do senhor Fernando e os Suspiros Líricos da menina Ofélia

No passado dia 19, as turmas 12.º A, D, E, G, H e I visionaram a peça de teatro acima mencionada representada pela Companhia de Teatro do Algarve _ACTA. "Mas que fazer começa uma das cartas de Fernando Pessoa a Ofélia Queiroz. Na correspondência entre ambos há quem julgue vislumbrar um lado desconhecido do poeta – um relance de uma suposta “verdade”. As cartas ridículas do Sr. Fernando e os suspiros líricos da menina Ofélia assenta precisamente na suposição inversa. À dramatização da célebre correspondência, acrescenta-se a de outros textos, de Pessoa e do encenador. A dramatização decorre de uma leitura das cartas como se de uma troca assimétrica se tratasse: Pessoa sabe o que está a fazer, e vive os diálogos com Ofélia sobretudo como uma experiência que serve a sua produção poética, ao passo que Ofélia encara o romance irreflectidamente, como se um desígnio do destino se tratasse. Nela, a existência cumpre-se com um sentido de devir trágico; nele, dá-se um incidente que confere uma inesperada densidade ao ramerrame da sua vida rotineira comezinha. Portanto, o enredo, a manipulação, a “encenação”, são dele; ela cumpre o que ele determina que se cumpra. Nela é visível a transformação de uma psicologia num comportamento, alheia aos ditames de um destino trágico (simbólico) que se cumpre da primeira à última carta dela. As cartas dele correspondem aos desígnios distintivos de um deus ex machina em acção. Este mesmo, determina que a acção decorra entre o elemento Água e o elemento Fogo. A encenação não deixa de considerar o tratamento assertivo, um variado conjunto de sinais que visam a mais directa inteligibilidade do espectáculo por forma a proporcionar ao público estudante instrumentos que promovam a satisfação do seu interesse e da sua curiosidade – é, portanto, um espectáculo que além de objectivos artísticos visa também objectivos pedagógicos." No final da peça, houve um pequeno debate entre o público e o encenador. Os alunos vieram mais "ricos" com Fernando Pessoa

18.3.16

"Transformações sociais e culturais entre 1950 e 1975"

Foram apresentados, na Biblio EBSA, trabalhos sobre "Transformações sociais e culturais entre 1950 e 1975". A turma do 12ºA e, no âmbito de História A (profª Mª José Leote), apresentaram este tema nas vertentes de exposição, vídeo, teatro e dança.