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Reflexão sobre o filme "Doze Anos Escravo"
  O filme "Doze anos Escravo" aborda varios temas virados para o ramo da filosofia. Um dos temas abordados é o tema da Liberdade, Solomon era um homem comum de raça negra que vivia livremente numa sociedade, era capaz de fazer escolhas por si próprio, era livre de optar pelo melhor para a sua vida quer pensasse nas consequências ou não. Até que um dia isso mudou, tentado pelo fator económico Solomon parte para aquilo que iria ser a pior escolha da sua vida, parte para o fim da sua liberdade.
  Solomon é agora um escravo, é um refém da sua própria liberdade pois foi livre de ir ou de não ir. Durante todo o filme é posta em causa a vida humana e os direitos humanos que vai contra o que é corretamente moral, mas por fazer parte de uma cultura será correto impedi-lo e não respeitar? Na minha opinião sim, este filme despertou em mim revolta para com a sociedade em geral pois faz-me pensar se não estaremos nós nas mãos dos nossos superiores tal como Solomon, ou então se realmente vivemos numa democracia ou se somos comandados? Outro aspecto relevante neste filme é uma pequena frase que suscitou-me vontade de refletir sobre ela, na sua viagem de barco Solomon diz "eu não quero sobreviver, eu quero viver" sem liberdade e sem liberdade de expressão Solomon e os outros escravos limitavam-se a cumprir as ordens do fazendeiro ,que alegadamente era seu proprietário, para sobreviver. Uma das escravas pede que Solomon acabe com a sua vida pois ela não fazia sentido, era apenas uma marioneta nas mãos do fazendeiro, ou seja, sem liberdade nós não vivemos nós sobrevivemos, sem liberdade nós não sugamos o tutano da vida, tudo isto faz-me pensar na escala de valores que sigo neste momento, será o valor Liberdade superior aos outros? Afinal se não tivermos liberdade todos os outros não fazem qualquer sentido pois sem liberdade não há amor correspondido, sem liberdade nem a própria escala de valores tem sentido. A escala de valores também é abordada no filme por um carpinteiro (personagem interpretada por Brad Pitt) que para ele não fazia qualquer sentido a escravidão mas valeria a pena opôr-se? Não pois uma cultura é definida pela grande maioria e ao contestarmos poderemos pôr em causa a nossa própria vida (como por exemplo Malala).
  Assim concluo a minha reflexão sobre o filme "Doze anos escravo" um filme para quem gosta de se interrogar e utilizar a razão.
Marcos Andrade 10ºF, EBSA
Bibliografia:
http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,12-anos-de-escravidao-reve-historia-real-de-homem-livre-que-e-feito-escravo,1132168,0.htm

























Terça-feira, 10 de janeiro de 2013




Querido Diário


                Eu estava naquele quarto bagunçado, arruinado pela minha própria confusão, coberto por uma certa escuridão, algumas gotas de sangue no chão. Faltava-me o ar, tinha uma certa dificuldade em respirar, estava com a mente descontrolada, avoada. Era difícil aquietar-me. Depois de todas as histórias batidas em meu coração, tudo o que eu desejei foi ficar sozinha por um tempo. Encostar a minha cabeça no travesseiro e dormir, dormir bastante para tentar amenizar tudo aquilo.

                O problema é que quanto mais eu tentava afastar-me de tudo e de todos, mais os problemas me atormentavam.

                Enquanto eu estava pensando, lágrimas jorraram dos meus olhos. Naquele momento aquela lágrima trincou o meu coração, ela veio acompanhada com lembranças, acontecimentos e memórias que um dia pensei ter superado. Sequei os olhos e fui para a escola.

                Sorri o dia inteiro e ri com as maiores gargalhadas, fiz piadinhas que não tiveram a menor graça, tentei sempre ocultar o que na verdade estava sentindo – uma profunda tristeza.

                Há pessoas que sabem enxergar mais do que aparentamos demonstrar. Uma colega perguntou-me, se eu estava bem, afirmei que estava ótima. Quando as pessoas perguntam como estamos, na verdade elas não querem saber a resposta, nem se importam com ela, elas estão apenas a ser simpáticas.

                Sabe … quando todas aquelas pessoas começaram a falar mal de mim, eu senti-me uma aberração, sentia que realmente havia palgo de errado comigo, eu não sabia o porquê delas me odiarem tanto, mas no fundo eu talvez soubesse, pois a partir daquele momento eu também me odiava.

                A sociedade que nos educa é a mesma que nos destrói.


Julie Graciano Siva, 8º B, Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Cabrita

 Segunda-feira, 16 de setembro de 2013


Querido diário


                Hoje foi o primeiro dia de escola. Nervosa e tímida, entrei para um lugar onde não conhecia nada nem ninguém. Edifícios e espaços grandes, caras novas, tudo aquilo fazia a minha cabeça girar às voltas.

                Senti-me como uma sardinha na selva, sendo atacada por uma enorme saudade da minha antiga escola e dos meus amigos. Posteriormente, dirigi-me para um grupo de raparigas que me olhavam ao entrar. Aparentemente estava lá uma colega minha, pedi-lhes ajuda e dirigimo-nos à sala. Entrei na sala e sentei-me ao lado da rapariga que acabara de conhecer. À primeira vista, ela pareceu-me calma, divertida, interessante, no fundo, foi uma pessoa com quem tive uma empatia imediata. Seguidamente, olhei à volta e tentei perceber que tipo de turma é que tinha. Pareceu-me uma turma divertida, unida e calma. Nada que a minha turma da outra escola não fosse. Senti que iríamos passar bons momentos juntos e estar sempre uns para os outros, o que me deu uma enorme alegria, além de perceber que seria mais fácil adaptar-me, pois estava muito ansiosa por conhecer pessoas novas.

                O primeiro dia de escola foi muito divertido e correu melhor do que eu esperava!


                                                               Gabriela Capita, 8º B, Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Cabrita


          Quinta-feira, 21 de novembro de 2013



Querida Gemma


                Hoje vi-a outra vez. Estava tão linda, tão inocente … A forma de como ela se ri ou apenas o seu pequeno tique de enrolar alguns fios de cabelo por entre os seus delicados dedos. Como será a sua voz? Aposto que é doce e meiga tal como os seus olhos. Ah… Os seus olhos, os seus lindos olhos cinzentos. Como pode algo tão vazio como essa cor demonstar tamanha felicidade e inocência?! Acho que é apenas por ser dela … tudo nela é bom, tudo nela é tão … perfeito!! Sim, perfeito, acho que essa é a única palavra que poderá descrevê-la.

Descobri que se chama Isabella, Bella. Haverá melhor nome para ela?! Não, acho que não…

                Ela é da minha turma de literatura. Costumo sentar-me nas últias filas para poder observá-la sem ser “apanhado”. Eu sei o que estás a pensar: “tens de prestar atenção às aulas”. Mas é difícil quando se trata de uma rapariga tão especial como ela…

                Bem… Por hoje já chega…

                Com muito amor, o teu Harry


                                                               Alícia Frango, 8ºA, Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Cabrita

Esta composição resulta de um teste de avaliação!
Para o caso de quererem fazer um enquadramento, o pedido foi:
Através dos livros e dos filmes, conhecemos personagens que nunca esquecemos e que, frequentemente, passamos a considerar heróis da nossa vida. Imagina que, num belo dia, encontras uma das tuas personagens preferidas.
Escreve um texto em que relates esse encontro invulgar. Na tua narrativa deves incluir uma descrição dessa personagem e um momento de diálogo.


                Hoje encontrei a Elena, sim uma das personagens que mais admiro. Aquela que conseguiu ultrapassar as suas forças para se aguentar em pé. Às vezes chego a pensar, se fosse eu, será que conseguia superar tudo aquilo?
                Fiz-lhe imensas perguntas e ela respondia sempre com aquele sorriso encantador e os seus olhos cheios de bondade e alegria. Até que ... Eu sei que não o devia ter feito, mas simplesmente queria sentir um pouco dela, um pouco dos seus verdadeiros sentimentos.
                 - Como é que foi perderes tudo: amigos, família, tudo mesmo? Onde é que te refugiaste?
                Senti que as minhas perguntas a deitaram abaixo completamente, por isso abracei-a, só isso!
                Consegui sentir as suas lágrimas pesadas de dor e sofrimento a escorrerem pelo seu rosto deslumbrante. Eu não os vi, mas tinha a certeza que estariam nos seus olhos brilhantes. Eu conheça-a ...
                - Na escrita... E em pessoas como tu! - respondeu ela entre soluços e ainda entrelaçada nos meus braços.
                Os meus lábios formaram um sorriso tão sincero... Nem sei explicar o que senti! Era como se fosse uma criança em que a mãe lhe tinha acabado de dar um chupa e estivesse aos saltos. Estava completamente feliz! A pessoa que muitas vezes é o meu exemplo de vida, disse que tinha ido buscar forças às suas fãs, pessoas insignificantes comparadas com ela, eu ainda nem acredito!
                Quando ela se acalmou, continuamos a falar e a trocar as mais diversas opiniões. Tornamo-nos amigas, posso dizer. Decidi fazer o mesmo que a rapariga mais corajosa de sempre e apoiar-me nos amigos e na escrita. Assim, estou eu aqui a escrever a minha primeira página de relatos de sentimentos, emoções e acontecimentos.
Catarina Correia, 8ºA, FC

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